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Após três meses, suspeito de matar dois seguranças em boate de Itumbiara continua foragido

Segundo a polícia, Pedro Henrique Soares, de 19 anos, atirou aleatoriamente após ser impedido de sair do local levando copo; vídeo registrou o crime. Parentes das vítimas cobram punição.

20/06/2020 08h53
Por: Kamila Reis Fonte: G1
Após três meses, suspeito de matar dois seguranças em boate de Itumbiara continua foragido, Goiás — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Após três meses, suspeito de matar dois seguranças em boate de Itumbiara continua foragido, Goiás — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Três meses após a confusão que deixou dois seguranças mortos em uma boate de Itumbiara, na região sul de Goiás, o suspeito do crime, Pedro Henrique Silva Soares, de 19 anos, segue foragido. Familiares de Jorge Bessa, de 42 anos, e de Welder Estevam, de 36, cobram a punição do investigado.

"São três meses de sofrimento, de saudade. Eu não consigo dormir mais. Eu acho que ele vai chegar a qualquer momento e eu vou acordar desse pesadelo. Só queremos que ele pague pelo que fez", disse a viúva de Jorge, Selma Siva Bessa.

O G1 não conseguiu localizar a defesa de Pedro Henrique até a última atualização desta reportagem.

O crime aconteceu em 8 de março e foi registrado por câmeras de segurança (veja o vídeo abaixo). Segundo a Polícia Civil, houve um desentendimento entre Pedro Henrique e um dos seguranças. O delegado Vinicius Penna, responsável pela investigação, informou que o cliente estava armado dentro da boate e disparou aleatoriamente depois que foi proibido de deixar a casa noturna levando um copo. Os dois funcionários foram baleados e morreram no local.

Famílias de seguranças mortos em boate de Itumbiara cobram punição do investigado — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

De acordo com o delegado, o inquérito já foi concluído e encaminhado à Justiça. Pedro Henrique Silva Soares foi indiciado por homicídio qualificado. Ainda segundo o delegado, ele já tinha registros por atos infracionais análogos aos crimes de roubo e tráfico de drogas, praticados quando ele era adolescente.

Segundo Penna, um dos gerentes da boate também foi indiciado por falso testemunho. "Ele mentiu quando negou ter qualquer vínculo com a turma do criminoso", afirmou o delegado.

Apesar de ter sido concluído e remetido ao Judiciário, o processo ainda não consta no sistema digital do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). "A resposta que tivemos é que, como o Judiciário está tendo muita coisa para digitalizar, este inquérito ainda está pendente de virar processo, apenas uma questão formal", informou o delegado.

O G1 solicitou, às 18h15 de sexta-feira (19), um posicionamento do TJ-GO a respeito da demora na digitalização do processo e aguarda retorno.

 

Vídeos registram o crime

Imagens divulgadas pela Polícia Civil registram quando o cliente mata um dos dois seguranças. No vídeo, é possível ver que outros clientes e seguranças, ao perceberem a confusão, saem correndo e tentam fechar a porta da boate.

Logo em seguida, um dos seguranças cai do lado de fora, o suspeito pega a arma dele, mas usa a própria pistola para efetuar os disparos. Segundo a polícia, a arma do segurança era de brinquedo.

De acordo com a investigação, naquela noite, os seguranças sabiam que Pedro Henrique estava armado, mas, por orientação dos donos do estabelecimentos, eles não podiam barrar a entrada do atirador porque ele era um cliente vip.

O G1 solicitou, na quinta-feira (18) , por mensagem de texto e ligação, um posicionamento ao advogado do dono da boate em relação a permitir a entrada de um cliente armado, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

 

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