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Economia NATAL

Apenas 54% dos brasileiros pretendem presentear no Natal; queda é de 23%

Movimentação econômica deve ficar em torno de R$ 38 bilhões. Número foi de R$ 60 bi em 2019. Pandemia causou crise que afeta gastos e rotinas de consumidores; agora, segundo lojistas, prioridade é comprar pela internet

12/11/2020 13h02
Por: Kamila Reis Fonte: Mais Goiás
Neste ano, por causa da crise causada pelo coronavírus, apenas 54% dos brasileiros pretendem presentear no Natal. (Foto: Jucimar de Sousa/Mais Goiás)
Neste ano, por causa da crise causada pelo coronavírus, apenas 54% dos brasileiros pretendem presentear no Natal. (Foto: Jucimar de Sousa/Mais Goiás)

Diante do cenário de pandemia do coronavírus e crise econômica causada pela doença no país, a intenção de compras de presentes no Natal caiu no Brasil. Neste ano, apenas 54% dos brasileiros pretendem presentear no período. Índice é 23% menor do que o ano passado, quando 77% dos consumidores afirmaram que iriam comprar algum tipo de lembrança. Os dados compõem pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pela Offer Wise Pesquisas.

O levantamento estima que 86 milhões de pessoas devam ir às compras, movimentando cerca de R$ 38,8 bilhões na economia brasileira. O valor também representa queda com relação à sondagem realizada em 2019 (R$ 60 bi), mas as expectativas ainda são boas para os lojistas.

De acordo com o gerente de negócios da Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL), Wanderson Lima, a queda já era esperada por conta da Covid-19. “Essa diminuição já era prevista justamente por causa da pandemia. O número caiu, mas ainda é um número bom, principalmente diante do cenário que estamos vivendo. O Natal é uma oportunidade a mais, é a melhor época de venda do ano. O empresário tem de aproveitar o período”, disse.

(Foto: Jucimar de Sousa/Mais Goiás)

Conforme a pesquisa, a justificativa daqueles que não irão presentear este ano é o fato de de estarem desempregados (24%) e não terem dinheiro (22%). O levantamento também aponta que 23% dos consumidores ainda não decidiram se vão adquirir presentes e 23% declararam não terem a intenção de presentear terceiros.

Para o presidente da CDL, Geovar Pereira, o empresário precisa utilizar estratégias para atrair o cliente. “Por um lado, teremos o encerramento do auxílio emergencial, por outro, haverá o 13º salário. Também teremos a liberação do saque de aniversário do FGTS dos nascidos em dezembro, além do crescimento na geração de empregos. O comércio está aberto e se preparou para atender o público presencialmente e também por meio digital, cabe ao empresário utilizar estratégias corretas para atrair o cliente a comprar o seu produto”, destacou.

 

Mudança de perfil

Segundo o gerente da CDL, Wanderson Lima, um ponto relevante apontado pela pesquisa refere-se à mudança de perfil dos consumidores. O levantamento demonstra que 47% das pessoas irão comprar presente em lojas online. As lojas de departamento vêm em segundo lugar, com 40%, seguidos de shopping center (34%) e lojas de rua (26%).

De acordo com ele, a mudança já era prevista, visto que há uma tendência de consumo pelos meios digitais, mas ressalta que a pandemia adiantou o processo. “O processo de mercado digital aumentou consideravelmente. Antes, os shoppings eram as primeiras opções, hoje estão em terceiro lugar. Por isso, o empresário precisa estar neste meio, fazer promoções e ter canais de atendimentos disponíveis, com agilidade e qualidade”, afirmou.

A média de quantidade de presentes também teve leve queda. A média passou de 4 presentes em 2019 para 3,6 presentes em 2020. Os mais lembrados na hora de presentear serão os filhos/filhas (59%), o cônjuge (45%) e as mães (45%), sendo que o presente mais caro será destinado aos filhos/filhas (27%). Entre os entrevistados, 25% pretendem comprar até dois presentes, e 33% entre três e quatro presentes.

(Foto: Jucimar de Sousa/Mais Goiás)

Os produtos mais buscados por quem vai presentear são roupas (57%), brinquedos em geral (38%), perfumes e outros cosméticos (31%), e calçados (31%). O ticket médio – ou seja, o valor a ser investido pelo consumidor em cada presente – será de R$ 108,78.

Quando se trata da forma de pagamento, oito em cada dez consumidores que dizem que farão compras neste Natal pretendem pagar à vista (85%), sobretudo em dinheiro (57%) e no cartão de débito (36%). Por outro lado, 44% querem usar o crédito para pagar as compras, principalmente o cartão de crédito parcelado (37%), o cartão de crédito em parcela única (25%) e o cartão da própria loja parcelado (10%).

 

Pesquisa de preço

Em meio à pandemia, mesmo aqueles que pretendem comprar presentes parecem estar cautelosos com os gastos. Quando se trata dos entrevistados que compraram no ano passado, 45% dizem que vão gastar menos em 2020, enquanto 26% têm intenção de gastar a mesma quantia, e 20% vão gastar mais.

Os principais motivos para reduzir os gastos com presentes são o fato de querer economizar (37%), estar com o orçamento apertado (33%) e as incertezas com relação à economia para o próximo ano (25%).

Diante do cenário, Wanderson Lima destaca que a pesquisa de preço é uma aliada do consumidor. Ele ressalta que 84% pretendem pesquisar preços antes de comprar seus presentes. “Mesmo virtualmente, o consumidor deverá pesquisar os preços. O empresário tem de estar atento a isso para não perder as inúmeras oportunidades do período natalino”.

 

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