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Cidades CRIME EM ABADIÂNIA

Corpo de japonesa achado em terreno da Casa Dom Inácio é liberado do IML, mas aguarda documentos para retirada

Segundo Polícia Técnico-Científica, Embaixada do Japão no Brasil requisitou procuração para família de Hitomi Akamatsu, 43 anos, no país asiático. Ela foi encontrada perto de cachoeira após ficar desaparecida por uma semana. Suspeito está preso.

18/11/2020 12h50
Por: Kamila Reis Fonte: G1
Japonesa Hitomi Akamatsu, 43 anos, foi encontrada morta na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Japonesa Hitomi Akamatsu, 43 anos, foi encontrada morta na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O corpo da japonesa Hitomi Akamatsu, de 43 anos, achado na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal, já foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Anápolis, a 36 km de distância. No entanto, de acordo com a Polícia Técnico-Científica, ainda não foi retirado até a manhã desta quarta-feira (18) devido à necessidade de alguns documentos.

Um jovem de 18 anos foi preso e, segundo a Polícia Civil, confessou ter assaltado e matado a estrangeira. Até a publicação desta reportagem, ele ainda não havia apresentado advogado.

A identificação de Hitomi foi feita por meio das impressões digitais. Ainda de acordo com a Polícia Técnico-Científica, a Embaixada do Japão no Brasil está acompanhando os trâmites e solicitaram - e ainda aguardam - uma procuração da família dela, no país asiático, para retirar o corpo.

Em nota, a Embaixada do Japão no Brasil informou que foi notificada sobre a morte, que colhe informações sobre o caso e "está tomando tomando as medidas necessárias para cooperar com a polícia e auxiliar na comunicação com as pessoas relacionadas à vítima".

O corpo foi localizado na segunda-feira (16), escondido entre pedras e terra, a cerca de dez metros de uma cachoeira que fica na propriedade. Segundo a Polícia Civil, a vítima fazia tratamento no local há dois anos.

 

João de Deus

Conhecida internacionalmente por receber pessoas em busca de tratamento espiritual, a Casa Dom Inácio de Loyola foi fundada por João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus.

Atualmente, ele está cumprindo prisão domiciliar em Anápolis, pois foi condenado pela Justiça por cometer crimes sexuais contra mulheres que iam ao local para atendimentos espirituais. João de Deus nega as acusações, e a defesa dele recorreu das sentenças.

Os advogados informaram que o cliente "está afastado da instituição desde 2018, por ordem judicial, e portanto, não tem conhecimento dos fatos além daqueles já noticiados pela impressa local".

João de Deus foi condenado pela Justiça pode crimes sexuais cometidos na Casa Dom Inácio de Loyola, mas sempre negou acusações — Foto: Renata Costa/TV Anhanguera

 

Investigação

Delegado responsável pelo caso, Albert Peixoto Salvador disse que não há indícios de que haja qualquer envolvimento de João de Deus ou de algum membro da instituição com o crime.

Segundo a Polícia Civil, o desaparecimento foi denunciado por um amigo, no domingo (15), mas ela já não era vista há cinco dias. O corpo foi encontrado por uma equipe de bombeiros com cães farejadores que buscavam por Hitomi, na segunda-feira.

As investigações levaram a um jovem de 18 anos, morador da cidade - cuja identidade não foi divulgada. Segundo a polícia, ele confessou o crime ao ser detido.

“O preso contou que estava sendo cobrado por uma dívida de drogas e foi ao local, que sabia que era frequentado por muitos estrangeiros, para tentar assaltar alguém. Ele disse que encontrou essa mulher, ela ofereceu resistência e, com medo de ser denunciado, ele a enforcou usando a própria camisa”, explicou.

Ainda de acordo com o delegado, o jovem disse que não encontrou nada de valor com a vítima, por isso, levou uma peça de roupa dela e outros pertences e os queimou. Albert detalhou que, no depoimento, o rapaz contou ter achado um litro de combustível, o qual usou para atear fogo aos objetos.

 

Suspeito aparece em vídeo

Imagens de câmeras de monitoramento mostram o jovem que confessou o crime logo depois do assassinato. O vídeo é da câmera de segurança de um casa que fica nas proximidades da cachoeira, localizada dentro da Casa Dom Inácio de Loyola.

Na gravação, o jovem aparece pedalando uma bicicleta e está com uma roupa branca jogada sobre o ombro direito. Segundo a Polícia Civil, a peça de vestuário pode ter sido roubada da vítima.

Corpo de Hitomi Akamatsu, 43 anos, foi encontrado em propriedade da Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Jovem preso suspeito de assaltar e matar japonesa é filmado logo após deixar o local do crime — Foto: Reprodução

 

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