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Empregada doméstica que pesa 160 kg pede ajuda para fazer cirurgia bariátrica

Moradora de Bela Vista de Goiás, Célia Vieira da Silva, de 45 anos, não consegue trabalhar devido à dor que sente na coluna e aguarda autorização de consulta que poderá indicá-la para operação. Além da obesidade mórbida, ela sofre com diabetes e hérnia.

28/11/2020 13h25
Por: Kamila Reis Fonte: G1
Célia Vieira da Silva tem obesidade mórbida e aguarda por consulta para realização de cirurgia bariátrica, em Goiás — Foto: Célia Vieira da Silva/Arquivo pessoal
Célia Vieira da Silva tem obesidade mórbida e aguarda por consulta para realização de cirurgia bariátrica, em Goiás — Foto: Célia Vieira da Silva/Arquivo pessoal

Uma moradora de Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia, que pesa 162 kg, tem diabetes e obesidade mórbida, pede ajuda para conseguir realizar uma cirurgia bariátrica. Há dois anos, Célia Vieira da Silva, de 45, diz que não consegue trabalhar por causa da dor que sente na coluna devido ao sobrepeso. Ela conta que vive à base de remédios para aliviar a dor e que mal consegue caminhar.

“Eu não consigo fazer nada, absolutamente nada. Não consigo trabalhar. Não consigo limpar minha própria casa. Eu ainda consigo andar, com muita dificuldade, mas o médico me fala que se eu continuar forçando, eu vou parar numa cadeira de rodas”, diz.

Célia, que até então trabalhava como empregada doméstica, mantém a casa e o filho adolescente com o salário do marido e o que recebe do Bolsa Família. Somado, o valor não chega a R$ 1,5 mil. Ela conta que, devido à demora em conseguir realizar os exames necessários para a cirurgia bariátrica, chegou a fazer um orçamento na rede particular.

“Custa R$ 23 mil só a cirurgia, fora todos os cuidados pós-operatório, e eu não tenho dinheiro para pagar. O que meu marido ganha mal dá para pagar as contas aqui de casa”, comenta.

Célia Vieira da Silva tem obesidade mórbida e pede ajuda para realizar cirurgia bariátrica — Foto: Célia Vieira da Silva/Arquivo pessoal

Em outubro, Célia conseguiu um encaminhamento de pedido de consulta pelo SUS com um especialista em cirurgia bariátrica. A doméstica, que também tem um problema de hérnia no umbigo, aguarda pela liberação de uma cirurgia-geral. Além disso, ela tenta, há meses, passar por uma ressonância magnética, mas não consegue por falta de máquina que comporte o peso dela, nas clínicas credenciadas ao SUS em Bela Vista de Goiás.

“O médico já me passou uns cinco pedidos desse exame e, nos últimos, até colocou que tem urgência, mas até hoje não consegui nada. Ontem até fui na Secretaria de Saúde aqui da cidade, mas só anexaram o papel na minha ficha e pediram para eu aguardar, mas já estou aguardando há muito tempo”, relata.

Célia conta que por ter diabetes tipo 2, ela não consegue perder peso. De acordo com laudo médico, ela é considerada obesa mórbida. Segundo a empregada doméstica, o quadro de saúde não era tão delicado até três anos atrás, mas ela passou a ganhar cada vez mais peso e não conseguiu mais trabalhar. Só no último mês, Célia engordou 12 kg.

“Você vai aprendendo a se acostumar com a dor, toma uma injeção, toma remédio para a dor. Mas eu quero conseguir trabalhar de novo, ajudar em casa, e eu não consigo”, diz.

Célia Vieira da Silva aguarda por consulta para realização de cirurgia bariátrica, em Goiás — Foto: Célia Vieira da Silva/Arquivo pessoal

A doméstica também sofre com o tamanho dos seios, que força, ainda mais, a coluna dela.

“O médico me disse que eu só vou parar de sentir dor depois que fizer a cirurgia bariátrica. Ele me explicou que não dá nem para fazer cirurgia de redução dos seios com o peso que estou, tem que fazer a bariátrica primeiro”, diz.

 

Respostas

O G1 entrou em contato, por telefone, com a Secretaria Municipal de Sáude (SMS) de Bela Vista de Goiás, na tarde de sexta-feira (27), e foi informado que tanto o pedido de consulta com especialista em cirurgia bariátrica quanto a solicitação da cirurgia-geral foram encaminhados para a Regulação de Goiânia.

Por sua vez, a SMS de Goiânia informou que a Central de Regulação informa que a paciente já foi avaliada e que está aguardando o surgimento de vagas para ser encaminhada, pois o único hospital que faz o procedimento é o HGG.

Sobre o exame de ressonância magnética, a SMS de Bela Vista de Goiás informou que segue procurando alguma clínica credenciada que consiga realizar o exame, já que as unidades do município não possuem máquina que comporte o peso da paciente.

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