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Política POLÍTICA

Caiado diz que Doria usa vacina para ter apoio em 2022 e que estipular data de início de imunização é 'atitude mesquinha'

Governo de São Paulo anunciou início da vacinação para 25 de janeiro. Porém, Ministério da Saúde diz que imunização deve seguir um plano nacional, que ainda não teve data de início divulgada.

14/12/2020 12h48
Por: Kamila Reis Fonte: G1
Ronaldo Caiado em entrevista sobre a vacinação contra a Covid-19 — Foto: GloboNews
Ronaldo Caiado em entrevista sobre a vacinação contra a Covid-19 — Foto: GloboNews

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), disse nesta segunda-feira (14) que João Doria (PSDB), governador de São Paulo, usa a vacina contra Covi-19 para ter apoio nas eleições de 2022. Ele afirmou que estipular uma data de início para imunização é “atitude mesquinha”. A declaração ocorre depois de ter sido cogitada a ideia de criação de um consórcio entre prefeitos e governadores para financiar e distribuir a Coronavac - aposta do governador João Doria (PSDB) contra a Covid-19 e desenvolvida pelo instituto Butantan, ligada ao governo de SP

"É uma atitude mesquinha dizer que começa dia 25 de janeiro, dizer que eu [falando como se estivesse no lugar de Doria] escolho os governadores e prefeitos para quem eu vou liberar a vacina se me apoiarem em 2022, aí eu libero a vacina. Isso é desumano, não sei quem fomentou isso na cabeça do governador João Doria", disse Caiado, que é contra a vacinação separada por estados.

Caiado também afirmou que é preciso parar com a disputa entre governo federal e estado. “Essa divisão de Brasil com vacina e Brasil sem vacina, essa corrida maluca é que precisa ser dado um freio de arrumação imediato para que coloque ordem na casa, para que se diga que a Política Nacional de Imunização é federal, é do Ministério da Saúde. A distribuição será feita de acordo com os grupos de risco em cada um dos estados. Cada estado vai se incumbir de fazer a distribuição de acordo com as necessidades dos municípios”, disse em entrevista à GloboNews.

Em 7 de dezembro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que vacinação contra o coronovaríus no estado deve começar em 25 de janeiro de 2021 e será usada a CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Após o anúncio do plano, o governo do presidente Jair Bolsonaro se movimentou para comprar as vacinas produzidas pela Pfizer/BioNTech e chegou a prever um início da imunização já em dezembro — o que, no entanto, será muito improvável de ocorrer por causa do pedido tardio ao laboratório. A Pfizer disse que teria condições de fazer entregas em janeiro.

Governadores se dividiram entre os que apoiam a medida de Doria e já fecharam acordos de compra das doses e os que cobram do governo federal uma definição sobre o plano de vacinação. Na última semana, houve uma reunião entre representantes dos estados e o ministro Eduardo Pazuello, mas não houve a divulgação do calendário. Novas reuniões entre o titular do Ministério da Saúde e os governadores, divididos por regiões, devem acontecer nesta semana.

O governado de Goiás disse ainda que não é possível estipular uma data ainda mais pelo fato da CoronaVac ainda não ter liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Você não pode condicionar que um estado, por ser sede do maior laboratório, possa sinalizar que vai iniciar o seu plano de imunização no dia 25 de janeiro. Isso causou uma reação enorme, desgastando todos os outros 26 governadores, como se só um estivesse preocupado com a vacinação. Isto levou a um resultado extremamente danoso. A sociedade, que está ansiosa, ficou ainda mais ansiosa, acreditando que São Paulo e uma parte do Brasil têm direito à vacina e outra parte não”, afirmou o governador.

Caiado afirmou na última sexta-feira (11) que o governo federal deve editar uma Medida Provisória para "tratar da centralização e distribuição igualitária das vacinas", além de requisitar todas as vacinas contra o coronavírus.

Mais tarde, o Ministério da Saúde disse que em nenhum momento se manifestou sobre confisco ou requerimento de vacinas adquiridas pelos estados.

Publicação do governador de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) após visita de Eduardo Pazuello a Goiânia — Foto: Reprodução/Twitter

 

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Em outubro, o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, chegou a anunciar, em uma reunião virtual com mais de 23 governadores, a compra do imunizante. Mas, menos de 24 horas depois, a aquisição foi desautorizada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em 1° de dezembro, o governo federal divulgou a estratégia "preliminar" para a vacinação dos brasileiros. Naquele calendário apresentado, a CoronaVac não foi citada pelo Ministério da Saúde.

No dia seguinte, a Anvisa disse que irá aceitar que empresas desenvolvedoras de vacinas contra a Covid-19 solicitem o "uso emergencial" no Brasil e divulgou os requisitos para o pedido.

Por conta dos embates políticos, o governo de São Paulo oficializou o programa de vacinação estadual, que será realizado sem apoio do governo federal.

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