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Sensor que consegue identificar presença de adulterantes em leite é desenvolvido por pesquisadores da UFG

Dispositivo verifica quais substâncias químicas estão presentes em amostras comercializadas. Bárbara Guinati explica que resultados são obtidos por colorimetria e uso de reagentes.

08/01/2021 08h54
Por: Kamila Reis Fonte: G1
Sensor que identifica adulterantes no leite desenvolvido por pesquisadores da UFG — Foto: Bárbara Guinati/Arquivo pessoal
Sensor que identifica adulterantes no leite desenvolvido por pesquisadores da UFG — Foto: Bárbara Guinati/Arquivo pessoal

Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) desenvolveram um sensor de baixo custo que consegue identificar a presença de adulterantes em amostras de leite. O projeto conquistou o 1º lugar da premiação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) de Goiás.

Desenvolvido pela mestranda em química analítica da UFG Bárbara Guerra Guinati, de 24 anos, com o apoio do coordenador Wendell Coltro e dos coorientadores Lucas Rodrigues de Sousa e Karolyne Almeida Oliveira, o dispositivo verifica, por meio da colorimetria e mistura de reagentes específicos, se determinada amostra tem adulterante e em qual quantidade.

Segundo Bárbara, o sensor tem zonas de detecção. O reagente é adicionado à amostra de leite e, se houver a presença de um adulterante, o líquido muda de cor.

“Dá para saber qual adulterante está presente e qual quantidade, com isso, temos o resultado qualitativo e quantitativo”, explica.

 

Adulterantes encontrados

De acordo com a mestranda, entre as amostras analisadas, foram detectados neutralizantes, peróxido de hidrogênio - uma espécie de bactericida - e até mesmo ureia, que costuma ser adicionada para aumentar a quantidade de proteína total. Segundo Guinati, a adulteração ocorre com a adição de água para aumentar o rendimento e até adição de produtos químicos para aumentar a vida útil do produto.

Ao todo, foram analisadas 16 amostras de leite, tanto de pequenos produtores quanto de produtos fabricados por grandes indústrias.

O projeto vem sendo desenvolvido há cerca de três anos. Ainda há mais pesquisas a serem realizadas. Segundo Guinati, após a conclusão, a equipe deve buscar aprimorar o sensor para uso e patenteá-lo.

Amostras de leite normal e leite contaminado segundo sensor desenvolvido por pesquisadores da UFG — Foto: Bárbara Guinati/Arquivo pessoal

 

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