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Mulher pede ajuda para família voltar ao Brasil após marido sofrer acidente e ficar internado em Portugal

Natural de Anápolis, Diogo Gonçalves está hospitalizado há cinco meses e não consegue andar. Desempregada, mulher conta com a ajuda de doações para cuidar dos três filhos e não tem condições de pagar pelas passagens para voltar a Goiás quando o marido receber alta.

04/03/2021 15h40
Por: Kamila Reis Fonte: G1
Família Anápolis pede ajuda para voltar ao Brasil após dificuldades em Portugal — Foto: Arquivo Pessoal/Thayssa Gonçalves
Família Anápolis pede ajuda para voltar ao Brasil após dificuldades em Portugal — Foto: Arquivo Pessoal/Thayssa Gonçalves

Desempregada, Thayssa Gonçalves Abrahão, de 28 anos, vive um drama após o marido, o eletricista Diogo Gonçalves Xavier, de 38, sofrer um acidente de moto e estar há mais de cinco meses hospitalizado em Portugal. Com três filhos, ela depende de doações para sobreviver e não tem condições de pagar a viagem de volta ao Brasil assim que o marido receber alta médica.

"Quanto mais tempo ficamos aqui, mais as despesas aumentam e a angústia também”, desabafou Thayssa.

O casal é de Anápolis, a 55 km de Goiânia, e vive há 3 anos na cidade de Porto, mesmo local em que Diogo está internado. Thayssa conta que o marido sofreu um acidente de moto em outubro de 2020, enquanto retornava do trabalho.

Ele estava em via urbana, foi despistar de algo e deslizou. Sofreu um traumatismo craniano e fraturou o fêmur. Quando ele sofreu o acidente, eu estava grávida de sete meses. Estamos legalizados aqui, temos três filhos, um de 8, outro de 6 e uma bebê de 3 meses. Ele viu a filha apenas uma vez, no dia do aniversário dele no mês passado”, relata.

Thayssa contou que o hospital em que Diogo está internado é público e todos os custos são pagos pelo governo.

“Ele ficou 24 dias em coma, teve que fazer traqueostomia, teve pneumonia, ficou entubado e foi muito difícil para ele sair do coma. Mas, graças à Deus, ele conseguiu acordar. As visitas no hospital são restritas, dentro de cinco meses, só consegui vê-lo pessoalmente sete vezes”, conta.

Segundo ela, por causa da pandemia, só o marido trabalhava à época do acidente, já que ela deixou o emprego de secretária em uma empresa para cuidar das crianças. Como não têm outra fonte de renda, ela vendeu o carro para pagar as despesas da família, como alimentação e moradia. Porém, não foi o suficiente.

A família tem sobrevivido com doações de igrejas, amigos e parentes. Segundo Thayssa, as contas giram em torno de 1,7 mil euros, em torno de R$ 10 mil por mês.

Diogo Gonçalves Xavier, de 38 anos, está internado há cinco meses em Portugal — Foto: Arquivo Pessoal/Thayssa Gonçalves

Por causa das dificuldades e da filha recém-nascida, a esposa de Diogo conta que a mãe dela viajou para Portugal para ajudá-la com as crianças. Segundo os médicos lhe informaram, o marido pode deixar o hospital em até 40 dias, mas ele deve depender de cuidados.

“Ele ainda não consegue andar, não controla as necessidades, muito confuso, tem episódios de irritabilidade e não tem percepção da realidade ao redor, completamente dependente de cuidados. Com a alta, os médicos vão passar a liberação para o voo”, explicou.

Segundo Thayssa, ainda não é possível saber se o marido terá de voltar ao Brasil em um voo especial, pois aguarda uma consulta com um neurocirurgião para definir a situação. De qualquer forma, ela iniciou uma campanha nas redes sociais para pedir ajuda, pois as passagens devem custar, no mínimo R$ 10 mil.

“Nós não temos recebido apoio do governo, apesar de estarmos legalizados. Ele tinha o seguro da moto, mas não cobriu porque era uma apólice básica, não cobria danos pessoais, somente a terceiros”, relatou Thayssa.

O G1 entrou em contato por e-mail, às 11h15 desta quinta-feira (4), com o Itamaraty, a fim de saber quais providências podem ser tomadas diante do caso da família, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.

A reportagem também pediu um posicionamento por e-mail, às 12h40 desta quinta-feira, sobre a situação da família à Secretaria de Assuntos Internacionais de Goiás, e aguarda retorno.

 

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