Representantes da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Federação de Futebol do Estado (Ferj) e da administração do Maracanã se reuniram virtualmente para debater as regras sanitárias necessárias para a volta dos torcedores aos jogos de futebol. Entre os participantes estavam o presidente da Ferj, Rubens Lopes, o secretário de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca, e o CEO do Complexo Maracanã, Severiano Braga.
A conclusão do encontro apontou que setembro ficou descartado para a reabertura. A nova meta é outubro, quando os estádios poderiam funcionar com aproximadamente um terço de sua capacidade. No Maracanã, isso representaria algo em torno de 20 mil lugares, embora o setor de saúde trabalhasse com uma estimativa mais conservadora, pouco acima de 10 mil.
O Flamengo tinha especial interesse em contar com sua torcida nas fases eliminatórias da Libertadores, marcadas para novembro. A Conmebol, no entanto, já havia definido que toda a fase de grupos aconteceria sem público presente.
Os gestores de cada estádio ficaram responsáveis por elaborar seus respectivos protocolos. Flamengo e Fluminense cuidariam do Maracanã, enquanto Botafogo e Vasco preparariam os planos para o Nilton Santos e São Januário. Esses documentos seriam então encaminhados pela Ferj à Prefeitura e à CBF, que aguardava autorização municipal antes de participar ativamente das discussões.
Ainda seria necessário consultar Polícia Militar, Vigilância Sanitária e CET-Rio. O maior desafio identificado não era o comportamento do público dentro dos estádios, mas sim o controle do fluxo de pessoas no acesso às arenas.
Segundo o médico Flávio Sá Ribeiro, professor da Uerj e integrante do comitê científico municipal, iniciar com um público reduzido seria fundamental para que os torcedores se acostumassem com as novas regras de distanciamento. Ele ressaltou que a proposta ainda dependia de alinhamento com o governo estadual e do compromisso dos clubes em garantir o cumprimento das medidas.
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